domingo, abril 29, 2007

Solidão


Solidão...

Mas que visita chata, não? rsrs







Neste frio da solidão,

As horas passam lentas e nuas

Totalmente sem proteção.



Não há barulho,

Não há emoção...

Apenas lamentação.



Mãos entrelaçadas não existem

A solidão entrou na história

Ela muda tudo, não duvide!



Não adianta chorar.

É levantar

E respirar.



A solidão tem começo

O importante disso tudo

É saber que ela pode terminar.



(Priscila C. Silva) 30/04/2007

quarta-feira, abril 04, 2007

Mudança



Que interessante...Depois de quase 21 anos de adaptação nesta minha terra chamada Bahia, vim dar valor (não que antes eu não a considerava) aos seus encantos. Pois é, estou saindo, melhor dizendo, me mudando. Tudo bem, não é para tão longe assim (365km apenas) estarei indo para Aracaju, a famosa cidade do caju, carangueijo e forró!

Não estou abandonando minha família, meus amigos e colegas como muitos insistem em dizer...risos! Estou me mudando, gente! Uma mudança de local e cultura. Não irei mais ouvir o som magnífico do berimbau, não terei mais o prazer em ver frequentemente as baianas de acarajé com seus vestidos rodados brancos e é claro, não comerei os famosos abarás e acarajés, lá em Aracajú também vende, mas não se compara com o daqui.

Me partiu o coração ouvir meu priminho de cinco anos dizer: "Vocês vão me deixar? Vão embora de verdade, eu não quero isso!" , agora imagine minha cara, depois de ouvir uma dessa. Fiquei emocionada e o tranquilizei dizendo que iria voltar sempre para vê-lo...ele entendeu (tomara!)

Eu vou embora...mas não quero ver tristeza e nem quero senti-la! Quero lembrar de coisas alegres, boas, engraçadas, momentos inesquecíveis que todos os meus amigos me proporcionaram, até os momentos ruins (que me fizeram aprender e consequentemente crescer). Sergipe em breve terá uma jornalista "mista" uma baiana-sergipana, essa mistura vai dar o que falar heim gente??


Um abraço a todos e obrigada por tudo!

sábado, março 24, 2007

Cores




Por: Priscila Silva Foto: http://www.lg-itzehoe.de


Num vernissage, uma jovem não contente com os quadros que está vendo, puxa conversa com um senhor logo ao seu lado.
-Nossa, os quadros estão estranhos, tão coloridos! Está fazendo com que eu fique com dor de cabeça, a grama ao invés de ser verde, é um “verde-cana”, o sol é amarelo fortíssimo, casas cor de rosa-choque, isso não é uma exposição e sim uma poluição visual!
-Jovem, desculpe-me, mas não concordo com você. No meu ver, o artista quis colocar nos seus quadros a importância que cada coisa tem em nossas vidas, e o que faz ser importante é o excesso de cor, para mostrar que estão presentes.
-Nossa, que bonito isso, que você disse, fiquei agora constrangida com tamanha gafe cometida! Obrigada pela lição.Vou indo, tenha uma boa tarde.
-Cores...Quem me dera poder vê-las novamente...
*Para os curiosos o senhor cego estava acompanhado dos seus familiares, foi á vernissage para não ficar só em casa.

quinta-feira, março 01, 2007

Violência contra a mulher.




A mudança da postura feminina é necessária para combater a violência e a submissão. As mulheres têm que reverter o quadro de vulneráveis e dependentes dos seus parceiros, relata a especialista em Saúde Pública, Virginia Falcão de Seixas. As professoras da Universidade Católica de Salvador (UCSAL), Isabel Maria Oliveira, pesquisadora de Direitos humanos e Direitos à saúde e família, e Virginia Falcão de Seixas, especializada em Saúde Pública. Com o tema: “Violência à mulher: uma questão de gênero?”, falaram sobre as conseqüências e leis para o combate. “A principal lei, não é para ser escrita e sim vivenciada”, afirma a professora Isabel Maria. Também é um problema no setor da saúde: “O setor de saúde viu sempre a violência como algo da polícia e justiça. Não conseguiram fazer essa ponte saúde/violência”, afirma a professora Virginia Falcão.
Priscila Silva
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P.S - A Sociedade é machista. Como as mulheres podem mudar isto?
V.F: Uma das ferramentas para as mulheres mudarem, é começar pela mudança interna. Discordar dessa idéia da sociedade ser androcêntrica (poder masculino) e lutar para que a sociedade seja igualitária, a segunda coisa é a questão da educação, como nós vamos transformar essa sociedade, tudo isso começa pela família. Um exemplo bem claro, é quando a mãe lava as peças íntimas do filho e manda a filha lavar a dela.

P.S - Porque a mulher possui uma imagem de vulnerável?
V.F: Isso é algo cultural, na verdade, isso é um cenário mundial. O movimento feminista inaugurou-se na Inglaterra, França e outros paises europeus então vamos ter que pensar numa dimensão maior do que a do Brasil, o combate a violência tem que haver uma construção histórica.

P.S - A violência também é uma questão de saúde?
V.F: O setor de saúde viu sempre a violência como algo da polícia e justiça. Não conseguiram fazer essa ponte saúde/violência. Atualmente, a violência entra na saúde como um problema ortopédico, queimadura e entre outras lesões que com certeza podem ter sido resultantes de uma agressão. É necessário perguntar, investigar e encarar que a violência acaba indo para o setor de saúde. A saúde é o único setor que penetra no intimo da pessoa conseqüentemente é a única que pode solucionar isso.

P.C - Além da Lei Maria da Penha, é necessário a criação de outras leis para a proteção da mulher?
I.M: A principal lei, não é para ser escrita e sim vivenciada. A mulher tem que se reconhecer como pessoa com direitos e subjetivos a vida. Isso não precisa estar na lei, embora já esteve, desde a declaração do homem no ano de 1948 até hoje com a Lei Maria da Penha (que combate a violência doméstica a mulher). Eu acho que neste momento já temos um aparato normativo legislativo avançado, com esse conjunto legislativo as mulheres vão gradativamente assumir o papel, não é mais o exercício de legislar e sim de implantar.

P.C - A mulher torna-se muitas vezes submissa ao seu parceiro, pelo fato de depender financeiramente dele. O que seria necessário para a mulher ser independente?
I.M: Eu entendo que a mulher não é submissa ao parceiro intimo porque ele é o pai dos seus filhos, a submissão da mulher quando ocorre ela advém de algo muito anterior a parceria e a necessidade de sobrevivência. Essa submissão percorre entendo eu, de uma pouca auto-estima, pouca compreensão do seu papel social de mulher e isto vai gerando uma postura de submissão ao homem. A dependência econômica se configura apenas como um fragmento de algo mais amplo, contextual, ou seja, passa pelo fato dela não ter concluído o seu curso, por ela ter aceitado um sub-emprego, passa pelo fato de ter uma gravidez precoce, muitas vezes entra não estou dizendo na totalidade, mas entra no lugar da necessidade de ser querida, desejada e vista, a condição de ser mãe coloca a mulher numa questão de respeitabilidade na sociedade. A mulher não precisa de artifícios para se embelezar para o homem, se cuidar para o homem, engravidar para ser vista, para entrar na família. Ela precisa trabalhar sua auto-estima, se não tiver um eixo claro do que ela é, aí sim corre o risco de ter parceiro, filhos e entre outros fatores para a submeter-se a eles.

sábado, fevereiro 17, 2007

O Carnaval


É carnaval, não poderia escrever algo diferente. Irei contar uma história humorística relacionada a três famosos personagens carnavalescos de origem italiana. Segue as personalidades:

Arlequim:
Mentiroso, trapaceiro e obcecado por dinheiro para comprar comida e satisfazer seu enorme apetite, hábil na acrobacia e na dança.Arlequim rouba o amor de Colombina dos braços de Pierrô. Mais tarde ele perde o amor da amada e mergulha em uma profunda tristeza.
Colombina:
Colombina usa um vestido branco, um avental verde e um gorro na cabeça. Depois de muito tempo ela passa a vestir uma saia de bailarina de tule branco com uma guirlanda de flores no cabelo. Usa a sedução e a beleza para envolver e manipular Arlequim e Pierrô. Colombina gosta de Arlequim, porém, não dispensa a possibilidade de um romance com Pierrô.

Pierrô:
Pierrô é mais espiritualista, mais poético, mais sonhador. É muito romântico e apaixonado por Colombina. Exatamente por buscar esse amor, a dor e o sofrimento são sentimentos constantes na existência de Pierrô.

Num bar de um subúrbio em Salvador, Alerquim conversa com um amigo...

-Eu ainda irei conquistar Colombina. Pode escrever isso!
-Você é louco?! Colombina do jeito que é ambiciosa, não irá te aceitar. Ela quer um homem rico e bonito, com certeza o contrário de você.
-Eu sei Antônio, mas ela tem uma queda por mim. No carnaval do ano passado, ela ligou para mim todos os dias!
-Então ta certo! Acredite nela, tolinho.

Num cabaré de esquina onde Colombina trabalha...

-Misericórdia!! Essa noite está uma maravilha!
-Colombina, você tem falado com Pierrô? Ontem eu o encontrei no bar de Dete e ele estava muito triste.
-Pierrô? Coitado dele, só lamento...Joana não gosto de moscas mortas não. Ele não gosta de nada, só quer saber de escrever poemas, mandar flores e chorar! Eu tenho cara de velório?
-Nossa...Ele é muito problemático hein? Não sabia disto...Mas e o Alerquim? Ele é bastante sedutor não é? Tem saído com ele?
-Alerquim é outro que não quero papo! Quer ter todas as mulheres ao mesmo tempo, eu até acho ele bonito...Vamos deixar de papo, temos que trabalhar porque hoje a casa está cheia de turistas querendo se divertir nesse carnaval! Hahahahaha

Num quarto de hotel...Pierrô chora por não ter um amor correspondido e conversa com seu melhor amigo...

-Não agüento mais sofrer por Colombina! Eu sei que ela não gosta de mim...
-Esqueça ela, rapaz! Tem tantas moças apaixonadas por você, porque você quer logo Colombina?
-Ela me encantou...não sei o que foi, ela me seduziu. Ela é alegre, gosta de conversar, conta piadas...Me faz rir!
-Ai ai...Pierrô ela é assim com todos os homens! Esqueceu que ela trabalha num cabaré? Ela faz todos os homens “felizes” se é que você me entende...
-Eu entendo...Eu gostaria mesmo era de ser bastante rico para poder ficar com ela. Mas nem sorte eu tenho para jogar na mega sena.
-Oxente...tenta Pierrô! Quem sabe você não ganha?
-Vou jogar então, vem comigo pra ver se me dá sorte.

1 semana depois...

-Pierrô! Pierrô! O resultado da mega sena saiu e você ganhou! Você agora é bilionário!
-Não acredito Mário, estou sonhando, só pode ser!!

Mas como as noticias correm rápido, Colombina já ficara sabendo que Pierrô ganhou na mega sena.

-Hmmm, quer dizer que Pierrô ganhou na mega sena...que noticia maravilhosa! Irei hoje mesmo na casa dele, irei seduzi-lo, sei que ele é louco de amores por mim. Agora irei tirar o pé da lama

Na casa de Pierrô...

-Minha amada Colombina! Já sabe da novidade?
-Oi Pierrô querido! Não sei, conte-me!
-Ganhei na mega sena! Uma bolada! Sei que você não é interesseira, mas será que agora poderá ficar comigo? Tenho dinheiro para podermos nos casar.
-Pierrô,estou emocionada com seu pedido...É claro que aceito, sabe de uma coisa? Eu sempre te amei, só que eu não sabia disso. Vim ter certeza disto hoje.
-Ótimo, estou muito feliz, irei casar com a mulher mais linda do mundo.

Colombina está grávida e desconfia que o filho seja de Arlequim.

-Estou grávida, e tenho quase certeza que o filho é seu.
-Isso é uma piada, não é mesmo?
-Não é piada, estou falando sério...O último homem que me deitei foi com você...(que eu lembre..)
-Pode se retirar da minha casa...esse filho não é meu. Você não presta, não quero ver mais sua cara...
-Seu cretino! Grosso!

Só Pierrô mesmo para aceitar esse filho que ninguém sabe quem é o pai...Nem a própria Colombina que é a mãe sabe.

-Está para nascer essa semana, esses nove meses passaram rápido não foi Pierrô?
-Foi, eu só quero ver a carinha dele, será que vai puxar a mãe ou o pai? Se puxar o pai, ele será infeliz, eu sou feio, mas se puxar a mãe, será lindo.
-(Ai meu Deus...de quem será esse filho?) Tenho certeza que terá a sua cara, Pierrô.

9 meses depois chega a tão esperada hora: o nascimento do bebê.

-É um menino, parabéns Papai. Disse o doutor.
-Quero ver a cara do meu menino! Nossa! Ele parece muito com o Rei Momo.
-É, amor...esse carnaval foi muito triste para mim, o rei me consolou...

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Frio




Texto: Priscila Silva Design da Foto: Jordan Custódio Site: www.cade.com.br



Eu adoro o frio, acho uma estação agradável (talvez seja porque moro numa cidade quente). Aquele friozinho que nos dá vontade de dormir, assistir filmes, ler um livro (como cantou Djavan "...um dia frio, um bom lugar pra ler um livro") , tomar um bom vinho e entre outras possibilidades que o frio nos sugere.

Acho engraçado, algumas pessoas contam os dias para que se chegue o inverno para poderem vestir seus luxuosos casacos de pele e de couro enfim, desfilar em suas calçadas. Mas essas pessoas não sabem ou esqueceram que em algumas calçadas têm um público torcendo para que o inverno não seja tão intenso, pois eles moram nela.


domingo, fevereiro 04, 2007

Existência



Eu existo.

Você consegue ver isto?


Estou no lixo,

Mas eu existo.


Existo e grito: Alguém pode me ouvir?

Eu até duvido.


Esta minha "existência"

Me provoca arrepios...

Afinal de contas,

Sou um homem ou sou um vazio?


(Priscila C Silva)

terça-feira, janeiro 30, 2007

Tempo.


Olhos nos olhos
Não entendo mais
O que você diz.
Para onde foram as palavras
Que um dia
Me fizeram feliz?
O seu calor,
Já não me esquenta
Deu espaço para o frio
Que me atormenta.
O nosso amor
Que hoje está em cima do muro
Não me traz orgulho.
Tento não olhar para o relógio
E ver que perdi meu tempo
Com você.
(Priscila C. Silva)

sexta-feira, janeiro 05, 2007

A Globalização e o Consumo


Por: Priscila Silva

A globalização foi de uma certa forma, positiva para o mundo. Tivemos desenvolvimentos, evoluções, descobertas na medicina, curas e entre outros fatores. Mas, infelizmente, ela também possui um lado negativo, antes do surgimento da globalização, por volta de 1972/1973, o ato da cidadania estava ligado "á capacidade de apropriação de bens de consumo e a maneira de usá-los. As diferenças eram compensadas pela igualdade em direitos abstratos" (GARCIA CANCLINI,1995).
Nos anos 60 e 70, as culturas e produções nacionais eram suficientes (todos estavam satisfeitos), porque os produtos nacionais eram mais baratos do que os importados. O valor de consumir o que era "nosso", era bastante simbólico "procurar bens e marcas estrangeiras era um recurso de prestígio e ás vezes por opção de qualidade" (GARCIA CANCLINI,1995).
Com o enfraquecimento da política, foi gerada a descrença nas instituições. O consumo privado de bens e os meios de comunicação começaram a superar as realidades democráticas e a consequente participação do homem público, surgindo então uma nova era, recheada de imagens e mensagens produzidas pelo marketing.
O lado mais díficil de lidar da Globalização e que certamente origina descontentamento sobretudo de duas maneiras: em primeiro lugar, tudo que você compra em seguida torna-se obsoleto. Segundo, há pouco interesse com o passado e também com o futuro, o que irá ser priorizado é o presente, o imediato. Com toda essa vontade de ter tudo e agora entra a questão da alta rotatividade de produtos, que é a necessidade de trocar o produto, acompanhar a moda, a tecnologia, acompanhar o mundo. Um exemplo claro disso: os celulares, que antigamente era conhecidos como um simples meio de comunicação, hoje são considerados como uma necessidade.
A cada modelo novo, multidões correm para trocar de aparelho, mesmo este em perfeito estado. Um celular no Brasil tem um tempo médio de troca de dois anos. Com inovações, câmeras, cores brilhantes, filmadora, vídeos, fotos transforma um mero consumidor em um consumidor alienado. "Celular é item de moda, ele diz muito sobre a pessoa", avalia a diretora de marketing da BenQ Mobile, Regina Macêdo. Não importa o preço, o importante é ter o produto, "Troquei meu celular antes dele completar 5 meses em minha mão, troquei por um melhor é claro. Ele faz sucesso entre os meus amigos, toca mp3", disse o estudante de makerting, Daniel Gregório. Quando questionado o preço "R$1300,00. Sei que irá surgir um melhor que o meu daqui há alguns meses, virei escravo do consumo!", brinca o estudante.
Que sejam eternos enquanto durem.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Ano Novo: será?


Por: Priscila Silva Foto: Ernesto Carriço/O Dia

Madrugada do dia 28 de dezembro, Rio de Janeiro amanheceu em chamas. Tendo diversos ônibus queimados, postos policiais apedrejados, tiroteios, confusão e pelo menos sete pessoas mortas, isso tudo foi a despedida do ano que o CV (COMANDO VERMELHO) mostrou e deixou bem claro quem é que comanda o Rio. Esse ano, não somente no Rio como em São Paulo (liderados pelo comando PCC, PRIMEIRO COMANDO DA CAPITAL), os atentados foram diversos, mostrou que o Brasil não é só feito de alegria, que tem pessoas que vivem á margem da sociedade e que aos poucos vão sendo esquecidas. Eu não discordo e nem concordo com os atentados, acho errado quando tem como resultado mortes de pessoas que não têm nada a ver com o fato, concordo quando eles exigem o direito de também serem iguais, de exigirem mais dignidade perante a sociedade. É de causar pânico esta "guerra civil", ver tanta morrendo, violência ao extremo, sangue espalhado pelo chão, pessoas implorando a Deus para que cheguem em casa sem um arranhão. O que está acontecendo? Será que o governo não está vendo isso? Se está ocorrendo tudo isso, é necessário prestar atenção e tomar alguma atitude. Isso é apenas um reflexo da nossa sociedade que exclui, discrimina e que tem um poder que se diz tão eficiente, mas que infelizmente falha. O cartaz que foi espalhado (foto acima) pelos bairros do Rio que sofreram atentados, refere-se criticando a milícia que é a arte de fazer a guerra, ou força militar.
É fim de ano, vem chegando um novo ano, será? Para nós...possivelmente sim e para eles? Tá na hora de "abrir os olhos" Brasil...

domingo, dezembro 24, 2006

Espírito Natalino: para onde ele foi?



Hoje, 24 de dezembro, véspera do Natal, percebi que o Espírito Natalino não existe mais. Chocante? Não mais...O que todos lembram na data do natal é: comprar e receber presentes, participar de amigo secreto, fazer as pazes com quem havia brigado, pedir desculpas pelas falhas cometidas ao longo do ano tudo isso forma o novo “espírito natalino”. Correria em lojas, shoppings e em supermercados á procura dos presentes, das comidas e das bebidas para montar então a “famosa ceia” que quanto mais bonita maior será a quantidade de elogios, mas quase ninguém se pergunta “afinal o que é o Natal?”. Natal é uma época de extrema importância para os cristãos e para todas as religiões que têm Jesus Cristo como divindade, porque é comemorado neste dia o seu nascimento. O que é mostrado no Natal é um senhor barbudo, gordinho, com um saco de presentes, vestido de roupa vermelha e com um gorro da mesma cor foi inspirado num bispo chamado Nicolau que nasceu na Turquia em 208 d.C., ele que era um senhor de bom coração, ajudava os pobres e deixava saquinhos de moeda perto das chaminés. A idéia foi boa em criar o personagem Papai Noel baseado no bispo, mas com o tempo, esse bom velhinho foi se transformando num objeto que representa o comércio, bonzinho distribuindo presentes, não se esquece de ninguém “seja rico, ou seja, pobre o velhinho sempre vem”. Infelizmente, sabemos que não é bem assim a história, enquanto muitos estão preocupados com o que dar de presente ou vestir no natal, outros estão preocupados com o que irão comer. Estes que estão fora do capitalismo não sabem o que é o “Natal”, acham que esta data não pertence á eles. Os pedidos das pobres crianças ficam nas cartinhas e os presentes brilham nos sonhos ou na televisão. Você que quer fazer algo de bom no Natal, em vez de gastar uma grana para enfeitar a sua nova árvore, compre brinquedos, comida, pão e distribua para aqueles que acreditam e esperam que o espírito natalino possa sempre existir.

sábado, dezembro 23, 2006

Fim.



Uma guerra de pudor
Pôs fim o nosso amor,
Não havia mais frases...
Apenas poucas palavras.

Miniaturas de uma realidade
Entre você e eu
Nada mais cabe.

Os seus sapatos ainda estão guardados
No meu armário.
O teu cheiro está impregnado na sala
No tapete, como esqueceste?

Não quero mais te admirar
Quero agora te esquecer
Faço isso,
Por não querer sofrer.

Eu te chamei pra viver,
Você recusou,
O amor que eu tinha por você
Criou asas e voou.


(Priscila C. da Silva)

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Escuro.



Sentada numa cadeira no canto escuro da sala, ela esperava ele voltar. Suas lágrimas de tanto escorrerem, secaram no seu rosto não sabia mais o que sentir. No escuro, além de não enxergar também não escutava, queria ouvir qualquer barulho que provasse a ela mesmo que ela estava viva, nem que fosse uma gota de água caindo na pia.Estava sufocada, queria gritar, queria chorar, era uma confusão de sentimentos que ela não conseguia controlar. Sentia-se como se estivesse com os pés atados, não tinha força para levantar. Até que num instante ela percebeu que não estava sozinha, ouviu um barulho, que despertou seu coração, isso te deixou feliz provou que a solidão não mais reinava. Acendeu-se a luz da sala e quem estava lá? Ele, o amor.

(Priscila C. da Silva)

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Mídia: queremos esquentar ou esfriar?

Esse texto é apenas um resumo do que eu entendi em relação a mídia na concepção do pensador Marshall McLuhan(1911-1980) http://pt.wikipedia.org/wiki/Marshall_McLuhan .


Mídia: queremos esquentar ou esfriar?

Por: Priscila Silva Foto:www.cade.com.br

O pensador Mcluhan trabalha com 3 pontos: o meio é a mensagem, as extensões do corpo e Aldeia Global. Para ele, o conteúdo não é tão importante assim, o que ele irá priorizar é de onde a mensagem está sendo emitida, de que meio ela sai. Os meios de comunicação são extensões do corpo humano, o rádio é a extensão da audição, a televisão a extensão da visão e da audição. Ele compara a tecnologia com o corpo quando se refere que através da mídia, o corpo do homem se expande, torna os sentidos mais aguçados, notáveis. Compara também a tecnologia com a sensibilidade, quando se refere que a mídia esta dividida em dois meios: frios e quentes. Os meios quentes são todos aqueles objetos que necessitam apenas de um sentido do corpo humano, como exemplo o rádio (audição). Os meios frios são aqueles objetos que necessitam mais do que um sentido, como exemplo televisão (audição, visão). Para Mcluhan, esses dois meios possuem a técnica do controle social, através deles se consegue controlar os ânimos exaltados ou simplesmente animá-los.
O que pode acontecer é que, conforme aumente a quantidade de sentidos do corpo humano utilizadas para entender um objeto, o individuo poderá alienar-se pelo fato de prender a atenção numa determinada função, a televisão é mais uma vez um exemplo claro disto, ela mostra cenas prontas, discursos prontos e não é preciso esforço algum para o individuo interpretar aquilo que é mostrado, é imposto aquilo e nada mais importa. O que deveria ser correto é a liberdade de interpretação, o individuo recorrer a mídias que o faça pensar como ele quer, não como está sendo mostrado.
A mídia conseguiu mudar a sociedade, quando McLuhan cita que a sociedade conseguiu sair de uma época, que ele chama de “Galáxia de Gutenberg” que utilizavam muito da escrita e impressão, onde a individualidade predominava, a mídia veio séculos depois na sociedade moderna como forma de trabalhar em cima disso, transformando aquela sociedade tradicional em uma sociedade de base eletrônica que serviu para facilitar a reaproximação dos indivíduos, quebrando a tradição da individualidade de séculos anteriores e trazendo o resgate do contato com o outro. Mcluhan irá chamar essa transformação de Aldeia Global (Aldeia= relação Global= Alcance) onde todos irão interagir com a intenção de resgatar valores tradicionais perdidos, como exemplo de Aldeia Global, o orkut supera toda essa modificação na sociedade, o local virtual que aproxima as pessoas, dar oportunidade de conhecer o universo alheio, comunidades, anseios e necessidades são provas de que o ser humano não consegue e não pode viver sozinho na sociedade.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Iansã/ Santa Bárbara

Priscila Silva

O dia 4 de dezembro é dedicado a Santa Bárbara (para os católicos) ou Iansã (para os adeptos do candomblé). A santa/orixá é uma mulher forte e decidida que vai a luta e que só "sossega" quando obtém a vitória, não teme a nada nem mesmo a morte.
Sua intensidade é distribuída na forma de amar,transmitir alegria, raiva e coragem. Ela na natureza é representada pelos raios e trovões acompanhada também das tempestades. Sendo representada pela cor vermelha no Candomblé, move milhares de adeptos, fazendo com que todos vistam-se de vermelho para a sua comemoração.
Iansã, que não possui caracteristicas femininas foge dos padrões atribuídos ao lar, em vez de cuidar dos filhos e da casa, ela acorda cedo e sai em busca do sustento de sua família.
Na Bahia onde o candomblé está presente em todos os cantos, a Santa é bastante comemorada, todos em procissão vestidos de vermelho representam a santa e a paixão

Fica então como homenagem a Santa, a letra da música do compositor Caetano Veloso:

Senhora das nuvens de chumbo
Senhora do mundo
Dentro de mim
Rainha dos raios
Rainha dos raios
Rainha dos raios
Tempo bom, tempo ruim
Senhora das chuvas de junho
Senhora de tudo
Dentro de mim
Rainha dos raios
Rainha dos raios
Rainha dos raios
Tempo bom, tempo ruim
Eu sou um céu
Para as tuas tempestades
Um céu partido ao meio no meio da tarde
Eu sou um céu
Para as tuas tempestades
Deusa pagã dos relâmpagos
Das chuvas de todo ano
Dentro de mim
Rainha dos raios
Rainha dos raios
Rainha dos raios
Tempo bom, tempo ruim...


E viva Iansã!

quinta-feira, novembro 30, 2006

Ribeira

Foto: Priscila Silva



Ribeira...
Que fica na beira
Faz brilhar os olhos do pescador e da lavadeira.
O dia é de trabalho,
E a noite de brincadeira
Onde a cerveja
Vira uma companheira.
Nas ruas da Ribeira
O passado mostra-se presente: Dos telhados a simpatia da gente.
Ribeira,
Que fica na beira
Quem não conhece, não sabe
Mas, está sem eira nem beira.

(Priscila C. da Silva)

sábado, novembro 25, 2006

27 de setembro dia de São Cosme e Damião


Repórter: Priscila Silva

“São Cosme mandou fazer duas camisinhas azul, no dia da festa dele, São Cosme quer caruru”. Esta é uma das canções mais famosas para homenagear os santos gêmeos, Cosme e Damião. No Brasil, o dia 27 de setembro é dedicado a esses santos. Na igreja de São Cosme e São Damião, no bairro da Liberdade, em Salvador, celebram-se missas durante todo o dia 27. Mas como o candomblé também é muito praticado na Bahia, torna então o elemento principal da festa o caruru. Os santos são sincretizados pelo Candomblé e pela Umbanda como os orixás Ibejis.
No candomblé Cosme e Damião são filhos gêmeos de Xangô e Iansã. Os santos gêmeos possuem muitos simpatizantes e devotos, estes que todo ano fazem caruru para eles, chamado também de “Caruru dos Santos” e “Caruru dos sete meninos” que representam os sete irmãos (Cosme, Damião, Dou, Alabá, Crispim, Crispiniano e Talabi) cita em seu livro “Cosme e Damião, O culto dos santos gêmeos no Brasil e na África” o antropólogo Vivaldo da Costa Lima.
O caruru está presente no calendário de festas populares baianas, neste mês as pessoas enfeitam as suas casas. Os devotos prepararam comidas como: caruru, vatapá, feijão fradinho, xinxim de galinha e outras comidas de origem africana. Depois de tudo preparado, o devoto passa por um ritual onde incensa com defumador o interior de sua casa e todos que moram nela. “É de grande importância em nossos rituais, pois tem como função retirar todas as cargas negativas do ambiente e desprender cargas positivas. No defumador o carvão tenha a função de puxar as cargas negativas do ambiente e as essências ou ervas de emanarem as cargas positivas. Todos os rituais umbandistas devem começar pela defumação. As essências e ervas mais usadas no defumador são, incenso, alecrim e alfazema”, cita em seu texto “Pontos de Defumação” publicado no site (http://www.sophiaumbanda.com.br/index1.htm) a astróloga, terapeuta vibracional e taróloga Marilda Bourbon.
São Cosme e Damião são padroeiros e protetores dos gêmeos e das crianças. Nascidos no século III na Arábia estudaram medicina e não recebiam pagamento em troca de seus serviços médicos por que tinham o objetivo de converter os pagãos para a fé cristã. Foram perseguidos e foram mortos degolados pelo Imperador Diocleciano, cita em seu artigo “São Cosme e Damião” que está no site (http://rutemoabita.spaces.live.com) a terapeuta holística Rute Moabita
Mês de setembro na Bahia, as feiras e os mercados são bastante concorridos, os feirantes ficam satisfeitos com o alto índice de fregueses. “É uma das datas que mais vendo aqui, não troco esse ponto por nada. Quiabo e camarão é o que mais vendo”, comemora o feirante que trabalha na feira do bairro de Mussurunga, Antônio Luís.

Alegria, é caruru na Bahia
A comerciante Delci Santana, 45 anos, residente do bairro Mussurunga, é devota dos gêmeos. “Já tenho 22 anos de caruru, faço com muito prazer, virou uma data importante aqui em Mussurunga. O povo daqui adora”, relata. O caruru de Delci é bastante freqüentado no bairro, começa a preparação na véspera, no dia 26. Todos em sua casa trabalham muito, cortando muitos quiabos e preparando outras comidas. “Tenho prazer em ajudar minha mãe, todos os anos estou aqui ao lado dela firme e forte”, brinca a estudante Joilza Santana.
Já no dia do caruru, são escolhidos sete meninos de rua para comerem o caruru, é sempre motivo de euforia para as crianças. Aquelas que não são escolhidas recebem bombons e doces. No início, a pessoa responsável pelo caruru, arruma um lugar no chão e estende uma toalha grande para colocar os sete meninos para comerem e junto ao prato terá muitas balas e pirulitos. Os sete meninos aguardam ansiosos a ordem do devoto para comer. “Todo ano eu troco os sete meninos, esse ano foi difícil escolher, porque os meninos todos daqui queriam participar”, relata Delci. As crianças por tradição no caruru comem com as mãos, lambuzam-se com tantas comidas saborosas e nem notam estarem sujas de dendê. Delci além de fazer o caruru, também ajuda as crianças e adultos que passam necessidades. “O pouco que tenho divido com os que têm menos ainda. Eu tenho dó das pessoas que vêm todo ano aqui em minha casa pedir comida, seria bom se todas as pessoas que fazem o caruru ajudassem as pessoas que passam fome”, disse.
“Eu gosto de Cosminho e Damião, são dois santos que além de proteger traz muita alegria. Hoje é dia de festa!”, exclama o ajudante de pedreiro Silvoney Santos. No caruru existe também a tradição de que se alguém encontrar no prato um quiabo inteiro, terá que fazer no próximo ano um caruru para São Cosme e Damião.

domingo, outubro 22, 2006

Que mulher é essa?


Que mulher é essa?
Que sofre,
Dá a vida,
Cultiva e
Acredita.
Protege,
Alimenta e
Que na hora de dormir
Conta histórias que ela própria inventa.
Suas palavras são de conforto,
Teu abraço é delicado
E seu coração reserva um grande espaço.
Que mulher é essa?
Que durante 9 meses, sem pressa,
Nos reserva.
Que mulher é essa?
Que não importa a hora
Nos acolhe,
Quando as pessoas que se diziam ser amigas
Foram embora.
Que mulher é essa?
Que chora ao ver nossa ferida,
Que sorri,
Que luta com todas as forças
Para melhorar nossas vidas.
Que mulher é essa?
Que contrói pontes e caminhos
Que fica feliz...
Vendo a felicidade do seu FILHO.

(Priscila C. da Silva)

terça-feira, agosto 29, 2006

Peça "Diferentes Iguais"


Por: Priscila Conceição Foto: www.teatrovilavelha.com.br

O Teatro Vila Velha com sua “Companhia Novos Novos” tendo a direção de Débora Landim já fizeram três peças infantis “Imagina só...aventura do fazer.” (2001) “Mundo Novo Mundo” (2002) e “Alices e Camaleões” (2004).
Neste ano a Companhia Novos Novos teve uma nova experiência, fizeram uma peça para o público jovem abordando as diferenças existentes no ser humano.“Diferentes Iguais” foi um trabalho realizado de início na cidade de Manchester, na Inglaterra, participando da programação de abertura do Contacting The World 2006 (International Fund for the Promotion of Cultura-UNESCO) o evento foi realizado entre 17 e 23 de julho reunindo oito países diferentes e envolvendo atores jovens de países como Ruanda, Escócia, África do Sul, Filipinas, Nova Zelândia, Inglaterra, Índia e Brasil. A peça “Diferentes Iguais” estreou no dia 19 de agosto no Teatro Vila Velha e estará em cartaz até o dia 17 de setembro. A peça mostra a junção de elementos e fatos que determinam os conflitos que podem ser religiosos, políticos e entre outros. Formada por um elenco de adolescentes, a peça mostra uma linguagem mista acrescentando várias línguas estrangeiras dando ênfase nas diferenças existentes em cada pessoa. A peça abre os olhos para o que muitos não querem ver ou o que possivelmente não viram: a atual condição humana. A questão da intolerância racial, dos preconceitos, do crescimento de grupos neonazistas, o tráfico de seres humanos.Coloca o público para pensar em relação às certezas que hoje sustentam nossa sociedade. O cenário da peça é um circo, “A idéia de fazer um circo como cenário foi devido à vida ser um espetáculo. Nela está inserido o espetáculo do amor, da guerra, da tolerância”.Relata a diretora da peça, Débora Landim.

Entrevistei alguns atores da peça:

1-Qual cena te marcou na peça “Diferentes Iguais?”.

Raíssa Fernandes: “Acho que a cena que mais me marcou foi a cena que o dominador chega dizendo que é rico e que ele quer comprar o circo. Que se ele não conseguisse comprar teria que ser a força. Isso reflete muito na nossa realidade brasileira, as pessoas são compradas, isso prejudica a nação. O político engana e a população é comprada com promessas”.

Lucas Carvalho:A cena foi a dos palhaços. Onde eles perguntam para outras pessoas a quantidade de pessoas que morreram nas guerras, quantos escravos foram torturados e mortos no tempo da escravidão. Isso foi muito forte, tornou o ser humano muito pequeno, a vida quase que insignificante”.

Elaine Adorno: “A cena que marcou para mim foi a cena da perna de pau. Quando entra três pessoas que estão com perna de pau, julgando e criticando uma pessoa por ela ser diferente delas”.

João Victor: “A peça é dividida e cada fragmento para mim é importante. Todas as cenas marcaram, mas, a relação do superior com o inferior é muito marcante”.


2-Em quantas peças você já atuou?

Raíssa Fernandes: “Já atuei em nove peças”.

Lucas Carvalho: “Atuei em cinco peças”.

Elaine Adorno: “Já atuei em nove peças”.

João Victor: “Esta é a sétima peça que atuo”.


3-Qual foi o seu papel na peça Diferente Iguais?”.

Raíssa Fernandes
: “Eu sou a Maria. Ela é a musa do atirador de facas”.

Lucas Carvalho: “Sou o trapezista e o artista de rua”.

Elaine Adorno: “Sou a malabarista”.

João Victor:Sou o homem de paletó”.

4-O que você aprendeu atuando na peça “Diferentes Iguais?”

Raíssa Fernandes: “Muita coisa, aprendi principalmente a lidar com o diferente.”

Lucas Carvalho:Aprendi a lidar com as diferenças. A tolerância também é algo importante e aprendi que ela é necessária sempre.”

Elaine Adorno: “Eu ampliei meu campo de visão, consegui entender que é importante respeitar e tolerar o outro”.

João Victor: “ Aprendi que cada pessoa tem suas diferenças, e cada uma carrega sua essência, e é essa essência que nos diferencia.”

5-Qual foi a sensação em atuar fora do Brasil com a peça “Diferentes Iguais”?

Raíssa Fernandes:
Foi ótima, não só foi importante por ter sido fora do Brasil e sim por falar e trabalhar de uma forma diferente, com pessoas diferentes.”

Lucas Carvalho: “Muito boa, conheci várias pessoas. Culturas, formas de pensar e atuar diferente.”

Elaine Adorno: “Foi uma sensação maravilhosa. O público de lá nos recebeu muito bem, os jovens atores também foram ótimos.Foi uma relação boa.”

João Victor: “A sensação foi quase a mesma que trabalhar aqui no Brasil. O que diferenciou foi a aprendizagem que tive com o Contacting The World que me proporcionou um contato mais amplo com diversos jovens de países diferentes. Isso foi muito bom para o meu crescimento como ator.Ele conseguiu reunir o mundo pela arte do teatro.”

6-Pretende seguir carreira no teatro?

Raíssa Fernandes
: “Não sei ainda. Sei que não quero largar o teatro e penso em fazer faculdade, mas não sei o curso”.

Lucas Carvalho: “Pretendo”.

Elaine Adorno: “Não pretendo seguir. Pretendo cursar arquitetura”.

João Victor: “Pretendo seguir a carreira de ator por muito tempo”.

7- Se você tivesse o poder de mudar o mundo, o que você mudaria?

Raíssa Fernandes
: “Tiraria a desigualdade. Acho assim, se o mundo não foi feito para todos, ele não será para ninguém”.

Lucas Carvalho: “Acabaria com a guerra. Acho que, se o mundo vivesse em paz tudo seria perfeito”.

Elaine Adorno: “Mudaria tudo: a fome, a miséria, acabaria com as guerras, as doenças”.

João Victor: “Mudaria muita coisa. A forma de pensar das pessoas, as guerras, a fome, a violência”.
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*A peça está em cartaz nos dias: 19, 20, 26, 27 de agosto, 02, 03, 09, 10, 16 e 17 de setembro Sábado e Domingo 18h Cabaré dos Novos Ingresso: R$14,00 (inteira) R$7,00 (meia


Ps: dia 02/09 no Teatro Vila Velha, após o espetáculo "Diferentes Iguais", irá ocorrer um fala vila com o seguinte tema : Toda diferença é igual , contando com os seguintes palestranstes. professores Saja (Ufba) e André Stauyl (Jorge Amado). Confiram!



domingo, agosto 13, 2006

Identidade



Identidade como o próprio nome diz, é algo que identifica. Nos diferencia em meio a um grupo de tantos outros. Ela (identidade) significa: 1. qualidade de idêntico; 2. conjunto de caracteres que fazem reconhecer um indivíduo; 3. carteira de identidade.
Não é um dado natural, ela não se forma quando o indivíduo ainda é um feto no ventre da mãe, ela simplesmente é formada de acordo com a sociedade em que a pessoa vive. Ela não é formada individualmente, é necessário a troca de informações e o convívio com outras pessoas. Uma pessoa que nunca se socializou, viveu presa em algum local sem o contato de outras pessoas essa possivelmente não irá se comunicar de forma correta e muito menos terá uma identidade. Quem ela é? O que ela quer? perguntas assim ficam dificéis de serem respondidas quando a pessoa não tem uma base do que realmente ela é nesse vasto mundo.
Um exemplo complicado da falta de identidade é no filme "O Enigma de Kaspar Hauser", de Werner Herzog (1974) a história conta sobre um garoto que apareceu misteriosamente numa praça em Nuremberg em maio de 1828, não sabia falar e nem andar direito. Era estranho para a vista daquelas pessoas que o cercavam. Com muita pesquisa descobriu-se que Kaspar viveu até os seus 16 anos trancado num porão escuro onde recebia sua alimentação através de um buraco e não tinha contato com niguém, foi criado por si só. Mas conseguindo sair daquele porão foi socializado pela aquela comunidade e obteve graças a ela, uma identidade.
Como existem milhares de pessoas e consequentemente milhares de identidades cria-se então um vasto de diferenças onde pode existir aceitação ou negação de um indivíduo para com o outro. O importante é conhecer e aprender com outras pessoas e formar então um circulo social onde todas as identidades se encontrem. E pra finalizar...meu nome é Priscila e você, quem é??

(Priscila C. da Silva)