quinta-feira, dezembro 28, 2006

Ano Novo: será?


Por: Priscila Silva Foto: Ernesto Carriço/O Dia

Madrugada do dia 28 de dezembro, Rio de Janeiro amanheceu em chamas. Tendo diversos ônibus queimados, postos policiais apedrejados, tiroteios, confusão e pelo menos sete pessoas mortas, isso tudo foi a despedida do ano que o CV (COMANDO VERMELHO) mostrou e deixou bem claro quem é que comanda o Rio. Esse ano, não somente no Rio como em São Paulo (liderados pelo comando PCC, PRIMEIRO COMANDO DA CAPITAL), os atentados foram diversos, mostrou que o Brasil não é só feito de alegria, que tem pessoas que vivem á margem da sociedade e que aos poucos vão sendo esquecidas. Eu não discordo e nem concordo com os atentados, acho errado quando tem como resultado mortes de pessoas que não têm nada a ver com o fato, concordo quando eles exigem o direito de também serem iguais, de exigirem mais dignidade perante a sociedade. É de causar pânico esta "guerra civil", ver tanta morrendo, violência ao extremo, sangue espalhado pelo chão, pessoas implorando a Deus para que cheguem em casa sem um arranhão. O que está acontecendo? Será que o governo não está vendo isso? Se está ocorrendo tudo isso, é necessário prestar atenção e tomar alguma atitude. Isso é apenas um reflexo da nossa sociedade que exclui, discrimina e que tem um poder que se diz tão eficiente, mas que infelizmente falha. O cartaz que foi espalhado (foto acima) pelos bairros do Rio que sofreram atentados, refere-se criticando a milícia que é a arte de fazer a guerra, ou força militar.
É fim de ano, vem chegando um novo ano, será? Para nós...possivelmente sim e para eles? Tá na hora de "abrir os olhos" Brasil...

domingo, dezembro 24, 2006

Espírito Natalino: para onde ele foi?



Hoje, 24 de dezembro, véspera do Natal, percebi que o Espírito Natalino não existe mais. Chocante? Não mais...O que todos lembram na data do natal é: comprar e receber presentes, participar de amigo secreto, fazer as pazes com quem havia brigado, pedir desculpas pelas falhas cometidas ao longo do ano tudo isso forma o novo “espírito natalino”. Correria em lojas, shoppings e em supermercados á procura dos presentes, das comidas e das bebidas para montar então a “famosa ceia” que quanto mais bonita maior será a quantidade de elogios, mas quase ninguém se pergunta “afinal o que é o Natal?”. Natal é uma época de extrema importância para os cristãos e para todas as religiões que têm Jesus Cristo como divindade, porque é comemorado neste dia o seu nascimento. O que é mostrado no Natal é um senhor barbudo, gordinho, com um saco de presentes, vestido de roupa vermelha e com um gorro da mesma cor foi inspirado num bispo chamado Nicolau que nasceu na Turquia em 208 d.C., ele que era um senhor de bom coração, ajudava os pobres e deixava saquinhos de moeda perto das chaminés. A idéia foi boa em criar o personagem Papai Noel baseado no bispo, mas com o tempo, esse bom velhinho foi se transformando num objeto que representa o comércio, bonzinho distribuindo presentes, não se esquece de ninguém “seja rico, ou seja, pobre o velhinho sempre vem”. Infelizmente, sabemos que não é bem assim a história, enquanto muitos estão preocupados com o que dar de presente ou vestir no natal, outros estão preocupados com o que irão comer. Estes que estão fora do capitalismo não sabem o que é o “Natal”, acham que esta data não pertence á eles. Os pedidos das pobres crianças ficam nas cartinhas e os presentes brilham nos sonhos ou na televisão. Você que quer fazer algo de bom no Natal, em vez de gastar uma grana para enfeitar a sua nova árvore, compre brinquedos, comida, pão e distribua para aqueles que acreditam e esperam que o espírito natalino possa sempre existir.

sábado, dezembro 23, 2006

Fim.



Uma guerra de pudor
Pôs fim o nosso amor,
Não havia mais frases...
Apenas poucas palavras.

Miniaturas de uma realidade
Entre você e eu
Nada mais cabe.

Os seus sapatos ainda estão guardados
No meu armário.
O teu cheiro está impregnado na sala
No tapete, como esqueceste?

Não quero mais te admirar
Quero agora te esquecer
Faço isso,
Por não querer sofrer.

Eu te chamei pra viver,
Você recusou,
O amor que eu tinha por você
Criou asas e voou.


(Priscila C. da Silva)

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Escuro.



Sentada numa cadeira no canto escuro da sala, ela esperava ele voltar. Suas lágrimas de tanto escorrerem, secaram no seu rosto não sabia mais o que sentir. No escuro, além de não enxergar também não escutava, queria ouvir qualquer barulho que provasse a ela mesmo que ela estava viva, nem que fosse uma gota de água caindo na pia.Estava sufocada, queria gritar, queria chorar, era uma confusão de sentimentos que ela não conseguia controlar. Sentia-se como se estivesse com os pés atados, não tinha força para levantar. Até que num instante ela percebeu que não estava sozinha, ouviu um barulho, que despertou seu coração, isso te deixou feliz provou que a solidão não mais reinava. Acendeu-se a luz da sala e quem estava lá? Ele, o amor.

(Priscila C. da Silva)

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Mídia: queremos esquentar ou esfriar?

Esse texto é apenas um resumo do que eu entendi em relação a mídia na concepção do pensador Marshall McLuhan(1911-1980) http://pt.wikipedia.org/wiki/Marshall_McLuhan .


Mídia: queremos esquentar ou esfriar?

Por: Priscila Silva Foto:www.cade.com.br

O pensador Mcluhan trabalha com 3 pontos: o meio é a mensagem, as extensões do corpo e Aldeia Global. Para ele, o conteúdo não é tão importante assim, o que ele irá priorizar é de onde a mensagem está sendo emitida, de que meio ela sai. Os meios de comunicação são extensões do corpo humano, o rádio é a extensão da audição, a televisão a extensão da visão e da audição. Ele compara a tecnologia com o corpo quando se refere que através da mídia, o corpo do homem se expande, torna os sentidos mais aguçados, notáveis. Compara também a tecnologia com a sensibilidade, quando se refere que a mídia esta dividida em dois meios: frios e quentes. Os meios quentes são todos aqueles objetos que necessitam apenas de um sentido do corpo humano, como exemplo o rádio (audição). Os meios frios são aqueles objetos que necessitam mais do que um sentido, como exemplo televisão (audição, visão). Para Mcluhan, esses dois meios possuem a técnica do controle social, através deles se consegue controlar os ânimos exaltados ou simplesmente animá-los.
O que pode acontecer é que, conforme aumente a quantidade de sentidos do corpo humano utilizadas para entender um objeto, o individuo poderá alienar-se pelo fato de prender a atenção numa determinada função, a televisão é mais uma vez um exemplo claro disto, ela mostra cenas prontas, discursos prontos e não é preciso esforço algum para o individuo interpretar aquilo que é mostrado, é imposto aquilo e nada mais importa. O que deveria ser correto é a liberdade de interpretação, o individuo recorrer a mídias que o faça pensar como ele quer, não como está sendo mostrado.
A mídia conseguiu mudar a sociedade, quando McLuhan cita que a sociedade conseguiu sair de uma época, que ele chama de “Galáxia de Gutenberg” que utilizavam muito da escrita e impressão, onde a individualidade predominava, a mídia veio séculos depois na sociedade moderna como forma de trabalhar em cima disso, transformando aquela sociedade tradicional em uma sociedade de base eletrônica que serviu para facilitar a reaproximação dos indivíduos, quebrando a tradição da individualidade de séculos anteriores e trazendo o resgate do contato com o outro. Mcluhan irá chamar essa transformação de Aldeia Global (Aldeia= relação Global= Alcance) onde todos irão interagir com a intenção de resgatar valores tradicionais perdidos, como exemplo de Aldeia Global, o orkut supera toda essa modificação na sociedade, o local virtual que aproxima as pessoas, dar oportunidade de conhecer o universo alheio, comunidades, anseios e necessidades são provas de que o ser humano não consegue e não pode viver sozinho na sociedade.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Iansã/ Santa Bárbara

Priscila Silva

O dia 4 de dezembro é dedicado a Santa Bárbara (para os católicos) ou Iansã (para os adeptos do candomblé). A santa/orixá é uma mulher forte e decidida que vai a luta e que só "sossega" quando obtém a vitória, não teme a nada nem mesmo a morte.
Sua intensidade é distribuída na forma de amar,transmitir alegria, raiva e coragem. Ela na natureza é representada pelos raios e trovões acompanhada também das tempestades. Sendo representada pela cor vermelha no Candomblé, move milhares de adeptos, fazendo com que todos vistam-se de vermelho para a sua comemoração.
Iansã, que não possui caracteristicas femininas foge dos padrões atribuídos ao lar, em vez de cuidar dos filhos e da casa, ela acorda cedo e sai em busca do sustento de sua família.
Na Bahia onde o candomblé está presente em todos os cantos, a Santa é bastante comemorada, todos em procissão vestidos de vermelho representam a santa e a paixão

Fica então como homenagem a Santa, a letra da música do compositor Caetano Veloso:

Senhora das nuvens de chumbo
Senhora do mundo
Dentro de mim
Rainha dos raios
Rainha dos raios
Rainha dos raios
Tempo bom, tempo ruim
Senhora das chuvas de junho
Senhora de tudo
Dentro de mim
Rainha dos raios
Rainha dos raios
Rainha dos raios
Tempo bom, tempo ruim
Eu sou um céu
Para as tuas tempestades
Um céu partido ao meio no meio da tarde
Eu sou um céu
Para as tuas tempestades
Deusa pagã dos relâmpagos
Das chuvas de todo ano
Dentro de mim
Rainha dos raios
Rainha dos raios
Rainha dos raios
Tempo bom, tempo ruim...


E viva Iansã!

quinta-feira, novembro 30, 2006

Ribeira

Foto: Priscila Silva



Ribeira...
Que fica na beira
Faz brilhar os olhos do pescador e da lavadeira.
O dia é de trabalho,
E a noite de brincadeira
Onde a cerveja
Vira uma companheira.
Nas ruas da Ribeira
O passado mostra-se presente: Dos telhados a simpatia da gente.
Ribeira,
Que fica na beira
Quem não conhece, não sabe
Mas, está sem eira nem beira.

(Priscila C. da Silva)

sábado, novembro 25, 2006

27 de setembro dia de São Cosme e Damião


Repórter: Priscila Silva

“São Cosme mandou fazer duas camisinhas azul, no dia da festa dele, São Cosme quer caruru”. Esta é uma das canções mais famosas para homenagear os santos gêmeos, Cosme e Damião. No Brasil, o dia 27 de setembro é dedicado a esses santos. Na igreja de São Cosme e São Damião, no bairro da Liberdade, em Salvador, celebram-se missas durante todo o dia 27. Mas como o candomblé também é muito praticado na Bahia, torna então o elemento principal da festa o caruru. Os santos são sincretizados pelo Candomblé e pela Umbanda como os orixás Ibejis.
No candomblé Cosme e Damião são filhos gêmeos de Xangô e Iansã. Os santos gêmeos possuem muitos simpatizantes e devotos, estes que todo ano fazem caruru para eles, chamado também de “Caruru dos Santos” e “Caruru dos sete meninos” que representam os sete irmãos (Cosme, Damião, Dou, Alabá, Crispim, Crispiniano e Talabi) cita em seu livro “Cosme e Damião, O culto dos santos gêmeos no Brasil e na África” o antropólogo Vivaldo da Costa Lima.
O caruru está presente no calendário de festas populares baianas, neste mês as pessoas enfeitam as suas casas. Os devotos prepararam comidas como: caruru, vatapá, feijão fradinho, xinxim de galinha e outras comidas de origem africana. Depois de tudo preparado, o devoto passa por um ritual onde incensa com defumador o interior de sua casa e todos que moram nela. “É de grande importância em nossos rituais, pois tem como função retirar todas as cargas negativas do ambiente e desprender cargas positivas. No defumador o carvão tenha a função de puxar as cargas negativas do ambiente e as essências ou ervas de emanarem as cargas positivas. Todos os rituais umbandistas devem começar pela defumação. As essências e ervas mais usadas no defumador são, incenso, alecrim e alfazema”, cita em seu texto “Pontos de Defumação” publicado no site (http://www.sophiaumbanda.com.br/index1.htm) a astróloga, terapeuta vibracional e taróloga Marilda Bourbon.
São Cosme e Damião são padroeiros e protetores dos gêmeos e das crianças. Nascidos no século III na Arábia estudaram medicina e não recebiam pagamento em troca de seus serviços médicos por que tinham o objetivo de converter os pagãos para a fé cristã. Foram perseguidos e foram mortos degolados pelo Imperador Diocleciano, cita em seu artigo “São Cosme e Damião” que está no site (http://rutemoabita.spaces.live.com) a terapeuta holística Rute Moabita
Mês de setembro na Bahia, as feiras e os mercados são bastante concorridos, os feirantes ficam satisfeitos com o alto índice de fregueses. “É uma das datas que mais vendo aqui, não troco esse ponto por nada. Quiabo e camarão é o que mais vendo”, comemora o feirante que trabalha na feira do bairro de Mussurunga, Antônio Luís.

Alegria, é caruru na Bahia
A comerciante Delci Santana, 45 anos, residente do bairro Mussurunga, é devota dos gêmeos. “Já tenho 22 anos de caruru, faço com muito prazer, virou uma data importante aqui em Mussurunga. O povo daqui adora”, relata. O caruru de Delci é bastante freqüentado no bairro, começa a preparação na véspera, no dia 26. Todos em sua casa trabalham muito, cortando muitos quiabos e preparando outras comidas. “Tenho prazer em ajudar minha mãe, todos os anos estou aqui ao lado dela firme e forte”, brinca a estudante Joilza Santana.
Já no dia do caruru, são escolhidos sete meninos de rua para comerem o caruru, é sempre motivo de euforia para as crianças. Aquelas que não são escolhidas recebem bombons e doces. No início, a pessoa responsável pelo caruru, arruma um lugar no chão e estende uma toalha grande para colocar os sete meninos para comerem e junto ao prato terá muitas balas e pirulitos. Os sete meninos aguardam ansiosos a ordem do devoto para comer. “Todo ano eu troco os sete meninos, esse ano foi difícil escolher, porque os meninos todos daqui queriam participar”, relata Delci. As crianças por tradição no caruru comem com as mãos, lambuzam-se com tantas comidas saborosas e nem notam estarem sujas de dendê. Delci além de fazer o caruru, também ajuda as crianças e adultos que passam necessidades. “O pouco que tenho divido com os que têm menos ainda. Eu tenho dó das pessoas que vêm todo ano aqui em minha casa pedir comida, seria bom se todas as pessoas que fazem o caruru ajudassem as pessoas que passam fome”, disse.
“Eu gosto de Cosminho e Damião, são dois santos que além de proteger traz muita alegria. Hoje é dia de festa!”, exclama o ajudante de pedreiro Silvoney Santos. No caruru existe também a tradição de que se alguém encontrar no prato um quiabo inteiro, terá que fazer no próximo ano um caruru para São Cosme e Damião.

domingo, outubro 22, 2006

Que mulher é essa?


Que mulher é essa?
Que sofre,
Dá a vida,
Cultiva e
Acredita.
Protege,
Alimenta e
Que na hora de dormir
Conta histórias que ela própria inventa.
Suas palavras são de conforto,
Teu abraço é delicado
E seu coração reserva um grande espaço.
Que mulher é essa?
Que durante 9 meses, sem pressa,
Nos reserva.
Que mulher é essa?
Que não importa a hora
Nos acolhe,
Quando as pessoas que se diziam ser amigas
Foram embora.
Que mulher é essa?
Que chora ao ver nossa ferida,
Que sorri,
Que luta com todas as forças
Para melhorar nossas vidas.
Que mulher é essa?
Que contrói pontes e caminhos
Que fica feliz...
Vendo a felicidade do seu FILHO.

(Priscila C. da Silva)

terça-feira, agosto 29, 2006

Peça "Diferentes Iguais"


Por: Priscila Conceição Foto: www.teatrovilavelha.com.br

O Teatro Vila Velha com sua “Companhia Novos Novos” tendo a direção de Débora Landim já fizeram três peças infantis “Imagina só...aventura do fazer.” (2001) “Mundo Novo Mundo” (2002) e “Alices e Camaleões” (2004).
Neste ano a Companhia Novos Novos teve uma nova experiência, fizeram uma peça para o público jovem abordando as diferenças existentes no ser humano.“Diferentes Iguais” foi um trabalho realizado de início na cidade de Manchester, na Inglaterra, participando da programação de abertura do Contacting The World 2006 (International Fund for the Promotion of Cultura-UNESCO) o evento foi realizado entre 17 e 23 de julho reunindo oito países diferentes e envolvendo atores jovens de países como Ruanda, Escócia, África do Sul, Filipinas, Nova Zelândia, Inglaterra, Índia e Brasil. A peça “Diferentes Iguais” estreou no dia 19 de agosto no Teatro Vila Velha e estará em cartaz até o dia 17 de setembro. A peça mostra a junção de elementos e fatos que determinam os conflitos que podem ser religiosos, políticos e entre outros. Formada por um elenco de adolescentes, a peça mostra uma linguagem mista acrescentando várias línguas estrangeiras dando ênfase nas diferenças existentes em cada pessoa. A peça abre os olhos para o que muitos não querem ver ou o que possivelmente não viram: a atual condição humana. A questão da intolerância racial, dos preconceitos, do crescimento de grupos neonazistas, o tráfico de seres humanos.Coloca o público para pensar em relação às certezas que hoje sustentam nossa sociedade. O cenário da peça é um circo, “A idéia de fazer um circo como cenário foi devido à vida ser um espetáculo. Nela está inserido o espetáculo do amor, da guerra, da tolerância”.Relata a diretora da peça, Débora Landim.

Entrevistei alguns atores da peça:

1-Qual cena te marcou na peça “Diferentes Iguais?”.

Raíssa Fernandes: “Acho que a cena que mais me marcou foi a cena que o dominador chega dizendo que é rico e que ele quer comprar o circo. Que se ele não conseguisse comprar teria que ser a força. Isso reflete muito na nossa realidade brasileira, as pessoas são compradas, isso prejudica a nação. O político engana e a população é comprada com promessas”.

Lucas Carvalho:A cena foi a dos palhaços. Onde eles perguntam para outras pessoas a quantidade de pessoas que morreram nas guerras, quantos escravos foram torturados e mortos no tempo da escravidão. Isso foi muito forte, tornou o ser humano muito pequeno, a vida quase que insignificante”.

Elaine Adorno: “A cena que marcou para mim foi a cena da perna de pau. Quando entra três pessoas que estão com perna de pau, julgando e criticando uma pessoa por ela ser diferente delas”.

João Victor: “A peça é dividida e cada fragmento para mim é importante. Todas as cenas marcaram, mas, a relação do superior com o inferior é muito marcante”.


2-Em quantas peças você já atuou?

Raíssa Fernandes: “Já atuei em nove peças”.

Lucas Carvalho: “Atuei em cinco peças”.

Elaine Adorno: “Já atuei em nove peças”.

João Victor: “Esta é a sétima peça que atuo”.


3-Qual foi o seu papel na peça Diferente Iguais?”.

Raíssa Fernandes
: “Eu sou a Maria. Ela é a musa do atirador de facas”.

Lucas Carvalho: “Sou o trapezista e o artista de rua”.

Elaine Adorno: “Sou a malabarista”.

João Victor:Sou o homem de paletó”.

4-O que você aprendeu atuando na peça “Diferentes Iguais?”

Raíssa Fernandes: “Muita coisa, aprendi principalmente a lidar com o diferente.”

Lucas Carvalho:Aprendi a lidar com as diferenças. A tolerância também é algo importante e aprendi que ela é necessária sempre.”

Elaine Adorno: “Eu ampliei meu campo de visão, consegui entender que é importante respeitar e tolerar o outro”.

João Victor: “ Aprendi que cada pessoa tem suas diferenças, e cada uma carrega sua essência, e é essa essência que nos diferencia.”

5-Qual foi a sensação em atuar fora do Brasil com a peça “Diferentes Iguais”?

Raíssa Fernandes:
Foi ótima, não só foi importante por ter sido fora do Brasil e sim por falar e trabalhar de uma forma diferente, com pessoas diferentes.”

Lucas Carvalho: “Muito boa, conheci várias pessoas. Culturas, formas de pensar e atuar diferente.”

Elaine Adorno: “Foi uma sensação maravilhosa. O público de lá nos recebeu muito bem, os jovens atores também foram ótimos.Foi uma relação boa.”

João Victor: “A sensação foi quase a mesma que trabalhar aqui no Brasil. O que diferenciou foi a aprendizagem que tive com o Contacting The World que me proporcionou um contato mais amplo com diversos jovens de países diferentes. Isso foi muito bom para o meu crescimento como ator.Ele conseguiu reunir o mundo pela arte do teatro.”

6-Pretende seguir carreira no teatro?

Raíssa Fernandes
: “Não sei ainda. Sei que não quero largar o teatro e penso em fazer faculdade, mas não sei o curso”.

Lucas Carvalho: “Pretendo”.

Elaine Adorno: “Não pretendo seguir. Pretendo cursar arquitetura”.

João Victor: “Pretendo seguir a carreira de ator por muito tempo”.

7- Se você tivesse o poder de mudar o mundo, o que você mudaria?

Raíssa Fernandes
: “Tiraria a desigualdade. Acho assim, se o mundo não foi feito para todos, ele não será para ninguém”.

Lucas Carvalho: “Acabaria com a guerra. Acho que, se o mundo vivesse em paz tudo seria perfeito”.

Elaine Adorno: “Mudaria tudo: a fome, a miséria, acabaria com as guerras, as doenças”.

João Victor: “Mudaria muita coisa. A forma de pensar das pessoas, as guerras, a fome, a violência”.
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*A peça está em cartaz nos dias: 19, 20, 26, 27 de agosto, 02, 03, 09, 10, 16 e 17 de setembro Sábado e Domingo 18h Cabaré dos Novos Ingresso: R$14,00 (inteira) R$7,00 (meia


Ps: dia 02/09 no Teatro Vila Velha, após o espetáculo "Diferentes Iguais", irá ocorrer um fala vila com o seguinte tema : Toda diferença é igual , contando com os seguintes palestranstes. professores Saja (Ufba) e André Stauyl (Jorge Amado). Confiram!



domingo, agosto 13, 2006

Identidade



Identidade como o próprio nome diz, é algo que identifica. Nos diferencia em meio a um grupo de tantos outros. Ela (identidade) significa: 1. qualidade de idêntico; 2. conjunto de caracteres que fazem reconhecer um indivíduo; 3. carteira de identidade.
Não é um dado natural, ela não se forma quando o indivíduo ainda é um feto no ventre da mãe, ela simplesmente é formada de acordo com a sociedade em que a pessoa vive. Ela não é formada individualmente, é necessário a troca de informações e o convívio com outras pessoas. Uma pessoa que nunca se socializou, viveu presa em algum local sem o contato de outras pessoas essa possivelmente não irá se comunicar de forma correta e muito menos terá uma identidade. Quem ela é? O que ela quer? perguntas assim ficam dificéis de serem respondidas quando a pessoa não tem uma base do que realmente ela é nesse vasto mundo.
Um exemplo complicado da falta de identidade é no filme "O Enigma de Kaspar Hauser", de Werner Herzog (1974) a história conta sobre um garoto que apareceu misteriosamente numa praça em Nuremberg em maio de 1828, não sabia falar e nem andar direito. Era estranho para a vista daquelas pessoas que o cercavam. Com muita pesquisa descobriu-se que Kaspar viveu até os seus 16 anos trancado num porão escuro onde recebia sua alimentação através de um buraco e não tinha contato com niguém, foi criado por si só. Mas conseguindo sair daquele porão foi socializado pela aquela comunidade e obteve graças a ela, uma identidade.
Como existem milhares de pessoas e consequentemente milhares de identidades cria-se então um vasto de diferenças onde pode existir aceitação ou negação de um indivíduo para com o outro. O importante é conhecer e aprender com outras pessoas e formar então um circulo social onde todas as identidades se encontrem. E pra finalizar...meu nome é Priscila e você, quem é??

(Priscila C. da Silva)

quarta-feira, julho 26, 2006

Desigualdade social.



Por: Priscila C. da Silva Foto: Priscila C. da Silva

Em Stella Maris, um bairro de classe média de Salvador, está ocorrendo uma situação lastimável. Na quinta-feira (20) moradores da antiga Delicatessen Claudiu's, foram submetidos a uma ação nunca então esperada, em 10 anos de habitação. Os moradores (crianças, mulheres e idosos) foram expulsos do local. O que levou a expulsão foi a compra do imóvel.
Depois da expulsão ocorreu muito tumulto, confusão e descontentamento entre os moradores. A polícia militar teve que intervir quando eles fecharam a rua principal, afim de chamar atenção de todos que ali passassem. Sem teto, foram obrigados a morar na calçada, a fazer suas "casas" na própria calçada do bairro. Além destes antigos moradores da Delicatessen, estão chegando outros e ali juntando-se e formando novas "casas". A condição em que eles estão vivendo é bastante triste, não têm higiene, não têm moradia, não têm comida e possuem poucos pontos de luz para iluminar a calçada. Existem pessoas que trabalham em igrejas que nas horas de refeição como almoço e jantar, param em frente a calçada e distribuem "quentinhas".
Nota-se uma enorme desigualdade social, á margem dos condomínios da classe média estão pessoas miseráveis, que lutam por um pouco de espaço na calçada para viver. Num mesmo local onde existem pessoas que vivem muito bem existem também pessoas que vivem muito mal. Estima-se quarenta familias alojadas na calçada, há uma grande quantidade de crianças e até mesmo recém-nascidos que são obrigados a conhecer o mundo de uma forma tão cruel.
A prefeitura ainda não solucionou o problema. Hoje fazem seis dias que as pessoas estão alojadas nas calçadas.

(Priscila C da Silva)

quarta-feira, julho 19, 2006

Solidão.



O que é solidão? De princípio soa como uma pergunta de fácil resposta, mas o interessante é que para esta pergunta existem inúmeras respostas. A solidão, pode ser diferente para cada pessoa tendo como motivos: não ter namorado(a), não ter filhos, não ter animal de estimação, não ter amigos e até mesmo não ter televisão.
Quaisquer que sejam os motivos, a solidão traz uma sensação muito desagradável para aqueles que a sentem, é uma sensação de vazio, como se o mundo tivesse acabado e só restasse uma pessoa: a própria. A solidão não só acontece com pessoas que não têm namorado(a) ou por falta de qualquer "affair", ela também atinge pessoas muito bem casadas ou que tenham relacionamentos duradouros e que podem ser consideradas para a maioria das pessoas, como felizes. Sentir-se só quando tem pessoas ao seu redor é como se não pudesse enxergá-las ou senti-las. Como existem pessoas que odeiam a solidão, existem também pessoas que amam estarem sozinhas, são pessoas que adoram sentir-se isoladas, adoram o silêncio tendo esse perfil por motivos de mágoas ou decepção na vida, escolhendo a opção de viver só. Cada pessoa busca o seu bem estar, sozinha ou não, o importante é viver feliz. Não podendo anular o amor, como diz a bela canção do compositor Tom Jobim: "Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho.."

(Priscila C. da Silva)

terça-feira, julho 18, 2006

Mentira...Quais são as verdades sobre ela? o.O



Mentira é quando é feita uma declaração por uma pessoa que acredita ou suspeita que ela seja falsa, na expectativa de que outras pessoas possam acreditar nela. O ato de mentir torna-se comum nos tempos de hoje, onde as pessoas concorrem por tudo, são ambiciosas e cada vez mais individualistas. Acabam então criando mentiras para comprometer seus adversários, ou até mesmo, uma "mentirinha" para agradar o chefe.
O ato de mentir começa cedo. As crianças para não apanharem ou levarem bronca de algo errado que cometeram começam a mentir, evitando assim tomar aquela surra ou bronca. Vendo que mentir dá certo, a criança cria o hábito de mentir, se antes não for detectado, mais tarde irá se tornar um adulto mal caráter e mentiroso. Na própria infância, as crianças criam também histórias inacreditáveis. Quando a criança cresce e torna-se um adolescente e ainda mantêm o hábito de mentir, fica muito complicado, porque além de mentir para os colegas, mente também para os pais. Iludindo os pais, como por exemplo quando o pai pergunta sobre o boletim, o filho diz que não recebeu(sendo que o boletim está escondido) e entre outras desculpas que são frequentes na adolescência. Já quando adulta, a pessoa mentirosa trapaceia, ilude, engana e até mesmo rouba as pessoas. Temos como exemplo no governo do Brasil(local aonde deveria existir pessoas corretas e verdadeiras) pessoas que trapaceiam, roubam dinheiro do povo, dão esperança e prometem mundos e fundos para uma camada de pessoas pobres e ignorantes (e também inocentes), que acreditam que a verdade prevalece em todas as pessoas. Vamos entrar nessa massa e tentar acreditar nas mentiras e ter esperança que um dia possam torna-se verdades.

(Priscila C. da Silva)

quinta-feira, julho 13, 2006

Louco Amor.



Homem,
Deixa eu te contar um segredo
O qual, tenho medo de revelar.
Não me cale a boca,
Já estou ficando louca de tanto esperar.
Me deixa te falar...
Não é bobagem
É coisa séria
Prometo ser sincera
Até o último segundo que eu me calar.
É um sentimento
Que tenho guardado há tempos
E hoje ele quer soltar...
Aliás...esqueça tudo que eu disse
E vamos viver essa maluquice que é amar.
Palavras ditas podem trazer feridas
Os atos valem mais do que milhares de pesquisas...
Palavras não tem valor quando vivemos um grande amor.

(Priscila C. da Silva)

segunda-feira, julho 10, 2006

Eleições 2006 -Quem será o nosso Presidente?




Vote, vote sempre!
Seja gentil,
Vote naquele que sempre te iludiu.
É ano de eleição,
Será que alguém mudará essa nação?
Não sabemos em quem votar
Se todos nos enganam,
Em quem devemos confiar?
É ano de eleição,
O pobre que passa fome
Ganha um saco de feijão
As crianças que também passam fome
Recebem beijos daqueles que tem os seus futuros nas mãos.
No Brasil,
Não sabemos em quem votar...
Naquele que roubou ou naquele que irá roubar.

(Priscila C. da Silva)

domingo, julho 09, 2006

Fim da Copa de 2006.



E a taça do mundo vai para...Itália! Espanto? Foi o que a seleção Francesa e a França sentiram ao ver o desempenho do time adversário, Itália. O jogo, de principio, estava excelente para a França, foi quando a Itália fez um gol, desestruturando a França e empatando o jogo. A pressão foi aumentando tanto para a Itália quanto para França, o desespero foi tanto que Zidane (antes a "Estrela" do momento) deu uma cabeçada no peito do zagueiro Materazzi aos 3 minutos do segundo tempo da prorrogação,já havia feito dois gols de cabeça na vitória por 3 x 0 sobre o Brasil na final da Copa do Mundo de 1998, a mesma que benefeciou em 1998 prejudicou em 2006 ganhando um cartão vermelho, levando então sua derrota e não a tão esperada despedida do futebol com comemorações. Indo para os penâltis, a Itália mandou muito bem fazendo 5 a 3 na decisão por penalidades.Por garra e por merecimento, a Itália é a campeã. É Zidane, não se comemora antes da vitória...e na próxima vez utilize a cabeça para pensar e não para dar cabeçadas.

(Priscila C. da Silva)

quinta-feira, julho 06, 2006

Destino Perfeito



-Amor, sabe que dia é hoje?
-Quarta-feira, por quê?
-Não amor...a data, sabe qual é?
-25 de março.
-Então amor...não sabe o que é comemorado no dia de hoje?
-Não Maria, não sei de nada, e não me encha a paciência que hoje eu estou estressado e ainda tenho que trabalhar!
-Desculpe querido..era para te lembrar que hoje estamos completando dez anos de casados. Não é maravilhoso isso? Amor cadê você?
O marido saiu para o trabalho sem ao menos ouvir o que a esposa tinha a dizer. Maria Emília é uma mulher de 30 anos, dona de casa e é casada com João Alberto, tem 33 anos e é advogado. O casamento deles está quase falido, mas Maria sempre tinha esperança de "resgatar" o amor do casamento. Não se falam direito, não trocam mais carinhos e muito menos dizem um ao outro um "bom dia". João, já pensou até em se divorciar "-Como você quer que eu continue casado com você, desse jeito que você se encontra: gorda, chata e feia! Tenha dó de mim, Maria!" A única saída para Maria era trancar-se no quarto e chorar, chorar muito! Tentando retirar sua raiva e tristeza através das lágrimas e chorava baixo, para não dar osadia a João, porque se ele soubesse que ela sempre chora quando ele diz algo assim, ele iria sentir-se o "Rei das Humilhações".
Foi que, numa segunda-feira de manhã, depois que João foi para o trabalho, Maria sentou-se para enfim poder tomar o seu café da manhã. Começou a ler o jornal e viu um anúncio que lhe chamou atenção: "Carlinhos, o homem que você sempre sonhou! O homem perfeito em tudo! Quer tê-lo? Ligue para 3333-9906" Não que de ínicio acabara se interessando, mas, não conseguia esquecer daquele anúncio, algo indicava que ele era importante e que ela tinha que conhecer esse homem. Já empolgada, Maria pensava: -Será que ele dá bom dia todas as manhãs?
Ainha eram dez horas da manhã, o tempo não passava, Maria já tinha arrumado a casa, lavado as louças e arrumado as roupas do marido na gaveta. Maria queria mesmo era ligar, ouvir a voz de Carlinhos, saber como ele era, o que ele tinha para proporcionar para ela. Não aguentou a curiosidade, e ligou para o número do anúncio...
-Alô? Go..Go..gostaria de falar com o Carlos?
-Quem? Carlos? Não é daqui não.
-Não..desculpe, Carlinhos, Carlinhos isso, ele está?
-Não está no momento, aqui quem fala é o colega dele, o que posso ajuda-la?
-Eu vi o anúncio no jornal, e gostaria de conhecer o Carlinhos.
-Olhe só querida, o programa sai por r$100,00, incluindo massagem.
-Não...senhor, não quero chegar a tanto. Só quero conversar com ele, só quero conhecê-lo.
-Ahhh...ok, sai por r$50,00 o programa!
-Fechado! Aonde encontro ele? Que horas?
-Olha, o local aonde ele marca é sempre na praça em frente ao mercado "Preço Bom", e o horário é ás 16:00. Ele vai estar vestindo uma blusa azul e uma bermuda branca.
-Obrigada então, vou encontrá-lo hoje mesmo!
Já era uma hora da tarde, Maria se arrumou, se penteou, tirou o seu vestido que nunca usou, um que ela havia comprado para sair com o marido, mas de última hora, ele queixou-se de dor de cabeça. Ela queria ser valorizada, ser notada e ser desejada. Deu então duas horas da tarde, Maria foi a praça, e encontrou Carlinhos em pé de costas. Maria chegou perto dele e disse:- Carlinhos? Quando Carlinhos virou, ambos tomaram um susto, Carlinhos era João, o seu marido! Maria não acreditou, "Carlinhos, o homem perfeito" era então seu marido?? Cadê a perfeição, que durante dez anos ela não encontrou? Como podia ser perfeito com outras e quem sabe outros, e não ser perfeito com a própria esposa? Maria indignada saiu correndo e jogou-se em cima de um carro que passava na pista. Por coincidência, era o carro dos sonhos dela!
(Priscila C. da Silva)

quarta-feira, julho 05, 2006

O Homem e o Lixo.



Nascido no lixo, onde sua mãe morreu no parto e logo mais tarde (9 anos) teve seu pai morto, atropelado por um caminhão de lixo...
Assim, foi levando a vida, orfão de pai e mãe, teve o lixo como seu habitat natural. Já adulto vestia-se e comia do lixo, ás vezes tinha sorte em encontrar carne no lixo, porque já era de costume encontrar somente ossos de galinha. Num dos seus dias de procura no lixo, ele encontrou um objeto nunca visto por ele, era um espelho. Ele pegou o espelho, analisou seu formato e notou que ele refletia a luz do sol, ele virou o espelho para si mesmo e viu sua própria imagem refletida naquele quadrado brilhante. Ficou um momento em silêncio, estava assustado, nunca havia visto seu próprio rosto! Olhando para sua imagem, pensando, perguntou-se:- Sou um homem ou um bicho? Ficou horas á fio se olhando no espelho, acabou até esquecendo-se de um recente lixo que acabara de chegar no lixão. O espelho, naquele momento, era mais importante do que um pedaço de carne, era de extrema importância para sua própria descoberta.

(Priscila C. da Silva)

domingo, julho 02, 2006

O Azul, Vermelho e Branco apaga o brilho do Verde e Amarelo!




Por: Priscila Silva Foto: www.terra.com.br

Dia 1 de julho de 2006, Brasileiros (torcedores e jogadores) recordam-se das perdas para a tão evitada seleção Francesa. Juro, que não passou em minha cabeça que o Brasil viesse a ser freguês (novamente) da França. Faltou muita coisa nesse jogo, apenas o que apareceu foi a técnica e habilidade dos franceses para com o Brasil. O Brasil nunca foi tão humilhado como foi nesse último jogo, vaias e nervosismo tomaram a torcida brasileira (que até então a mais unida e mais bonita do mundo) demonstrada durante os minutos do segundo tempo. Já estavámos perdendo as esperanças de obter a sexta estrela, mas ainda tinhámos mesmo que pouca esperança, que Parreira colocasse algum jogador tão bom que viesse fazer o que milhões de brasileiros apaixonados pelo futebol e acima de tudo apaixonados pelo Brasil, vários gols era o que todos nós queriámos (como era de costume, na "antiga" Seleção Brasileira). Aos 11 minutos do segundo tempo, o jogador francês Thierry Henry fez o primeiro e único gol, suficiente para derrotar o Brasil, com um golpe fatal, deixando os jogadores brasileiros "no chão". Não dava nem mais vontade de continuar assistindo áquele jogo, a televisão de plasma (aquela que muitos aqui compraram e pagaram tão caro) para ver o Brasil brilhar, acabou ficando preta e branca. E além de termos que suportar a nossa derrota, teremos que suportar a humilhação internacional, dando mais enfâse aos argentinos que não mediram esforços para nos ridicularizar. O Jornal argentino "Olé" colocou como capa, uma foto mostrando a tristeza dos jogadores brasileiros e logo em cima "MerdeAmarela" referindo-se a ao Verde e Amarelo, tornando então "Merda Amarela". Que afronta! Pois bem, a tão sonhada sexta estrela ficará somente em nossas imaginações, brilhando e brilhando, quem sabe em 2010 o Brasil não mude esta imagem tão suja adquirida nessa copa de 2006? Como nosso famoso ditado não cansa em dizer: "Sou brasileiro e não desisto nunca! " .